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SÃO SEBASTIÃO

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Dom Luiz Henrique preside Missa de Sábado, Liturgia da Solenidade de Nossa Senhora Aparecida, na CEB Nossa Senhora Aparecida, bairro Boa Sorte

A Missa de sábado, liturgia da Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, em 11 de outubro, na CEB Nossa Senhora Aparecida, bairro Boa Sorte, foi presidida pelo bispo diocesano Dom Luiz Henrique. Na meditação ao Evangelho, o bispo comentou sobre a confiança de Maria em Jesus, na festa das Bodas de Caná.

 

- É um momento desafiador, devido a pandemia do Covid-19. Rezemos pelas pessoas que morreram e pelas famílias que lutam contra essa doença. Não podemos perder a esperança de em breve termos uma vacina. A devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida é antiga. Parte da imagem foi encontrada, no rio Paraíba do Sul, em 1717, e depois a outra parte quebrada. O que quer dizer isto? Significa que Maria vê seu povo espoliado, fragmentado e desrespeitado, escravizado, naquela época, e hoje também, essa situação ruim continua, infelizmente. Maria quer nos unir. Quer um povo unido, fiel e forte, que não se entrega. Há mais de 300 anos, o povo continua sua devoção forte a mãe do Senhor. A primeira leitura de hoje, apresenta a rainha que se apresentou ao rei, mesmo não tendo respeitado os protocolos de se apresentar ao rei. Ela se arriscou para defender o povo que passava por necessidades diante de uma situação critica de opressão. O Evangelho de hoje, fala das Bodas de Cana. Maria e Jesus participaram desta festa. Maria é a rainha observadora das coisas de Deus. Maria observou com humildade e solidariedade. Tem pessoas que não são observadores de Deus, mas observadores do diabo. Falam mal uns dos outros, julgam e condenam. Em uma festa de casamento é preciso ter comida e bebida, pois era um costume do povo antigo. Nesta festa faltou vinho, e Maria apresentou esta situação dizendo a Jesus: faltou vinho. Ela colocou o problema diante de Deus. Foi um ato de confiança. Assim, nós também devemos rezar, colocando nosso pedido sem impor a Deus. Ele sabe como nos atender e defender. Jesus entendeu o que estava acontecendo e disse: mulher ainda não chegou a minha hora. Neste aspecto, Jesus chama sua mãe de mulher, não no sentido negativo, mas como uma mulher, criatura divina. Jesus atendeu aquela necessidade e transformou água em vinho. O vinho representa a alegria neste mundo e na eternidade. Não é uma alegria falsa, mas alegria de Deus. A mãe quando percebe que seus filhos não vão bem, ou seja: falta o vinho bom, ela pede e o Senhor atende. É preciso confiar, entregar tudo nas mãos de Deus. Ele fará tudo o que é melhor para nós, e não o que queremos. Maria disse: fazei tudo o que ele disser. Será respeitamos o que Maria disse? Maria nos aponta para Jesus. Jamais uma devoção substituirá nossa confiança em Deus. Não somos idólatras. A idolatria é adorar o poder, a fama e o dinheiro. Maria nos ensina a colocar em prática a vivência missionária e a obedecer a Deus. Jesus oferece o vinho melhor. O vinho mais ou menos são as coisas do mundo, enganam e são passageiras. O vinho bom é Jesus. Nossa alegria, o salvador. Que sejamos devotos autênticos de Nossa Senhora, fazendo tudo que Ele vos disser - ressaltou Dom Luiz.

 

No fim da Missa, Dom Luiz agradeceu pelo convite de celebrar pela primeira vez na comunidade e deu a bênção final.

 

Vagner Mattos