PARÓQUIA
SÃO SEBASTIÃO

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Última Missa do 15º Domingo do Tempo Comum, na Matriz de São Sebastião: “A chuva faz a terra germimar”

A última Missa do 15º Domingo Comum, não presencial, ocorreu no dia 12 de julho, na Matriz de São Sebastião. A animação litúrgica foi da CEB Nossa Senhora Aparecida, bairro Boa Sorte. Na meditação ao Evangelho, padre Ozanan comentou sobre a necessidade da palavra de Deus frutificar na vida das pessoas.

 

- As leituras de hoje relatam que nós conhecemos o Reino de Deus e permanecemos nele ouvindo a palavra. A primeira leitura do profeta Isaías ressalta que a palavra de Deus alcança seu objetivo e não volta vazia antes que se realize aquilo que é a vontade de Deus. Nestes tempos de pandemia do Covid 19, nós temos nos alimentado principalmente da palavra, pois quantas comunidades pelo Brasil afora não tem acesso a Eucaristia! Existem comunidades que só recebem a Eucaristia uma a duas vezes ao ano. Essas comunidades se alimentam da palavra, e é por isso que precisamos ouvir a palavra, compreendê-la e fazer silêncio para que ela nos questione, nos importune, comunicando-nos e questionando-nos sobre a nossa adesão ao projeto do Reino de Deus. O profeta Isaías diz que ela é como a chuva ou como a neve que não caem em vão, porque fecundam a terra e fazem germinar a semente. Assim também a palavra de Deus nos é  dirigida, não como uma palavra qualquer, mas como uma palavra que tem uma intenção que se realize em nós a partir da nossa atenção a palavra, daquilo que é a vontade de Deus. A segunda leitura da Carta de São Paulo aos Romanos nos fala que toda a criação sofre as consequências de nossas opções, isto porque somos insensíveis e surdos à palavra, duros de coração, e ela não pode produzir frutos em nós. Quando estes frutos não produzem o bem, causam desarmonia, violência e desentendimento como temos acompanhado durante a pandemia do Covid 19, além dos problemas da devastação ambiental. Não tomamos cuidado com a criação destruindo o solo, e as queimadas na Amazônia tiveram aumento de 13%. A Parábola do Semeador é dirigida a todos nós. Jesus falou a todos, mas porque os frutos são tão diferentes? Esta também era a questão da Comunidade de São Mateus. Uns se entusiasmaram com as palavras de Jesus, mas se tornou como fogo de palha, porque apareceram as dificuldades e sofrimentos e logo desistiram, cedendo a outras propostas do reino deste mundo. A proposta de Jesus é diferente. Jesus explica que uns produzem 60, outros 30 e outros 100, isto depende do terreno em que a palavra é acolhida por nós. Outros não produzem, rejeitam e trocam por outros projetos na caminhada. A Comunidade de São Mateus se sente com um terreno fértil, fazendo com que a palavra produza efeitos como Jesus quer. Podemos nos questionar: será que não somos também insensíveis à palavra? Por que não produz frutos? Pensemos nisso para que o Reino de Deus aconteça e encontre o terreno fértil - salientou padre Ozanan.

 

No fim da Missa, padre Ozanan conduziu a Oração a São Sebastião.

 

Vagner Mattos